A Besta pode ser má... Mas os vizinhos são amigos!
Damos-lhe as boas-vindas ao blogue dos vizinhos da besta! Palavra que não há motivo para sentir medo ou desconforto. Somos pessoas de bem... ainda que de sanidade mental questionável.
Os vossos amigos, 667, 668, 669, 670 e 671.
Os vossos amigos, 667, 668, 669, 670 e 671.
Spank the Monkey
Cada vez mais sou um fã do Msn. Já usava o Messenger e o Hotmail há alguns anos, mas descobri recentemente uma nova funcionalidade que destrona qualquer um dos sistemas acima mencionados: O muito original site de notícias do Msn, disponível em várias línguas, para que nos quatro cantos do mundo possa haver algum cibernauta atento que saiba da sua existência e tire 5 minutos do seu dia para o consultar e se rir um bocado…
Como a minha existência neste submundo é, de facto, muito vazia e sem sentido, decidi ir ontem surfar por esta verdadeira pérola cibernáutica, para poder trazer aos leitores deste blog (será que existe mesmo algum por aí?) a seguinte notícia, que se encontrava em destaque na edição de ontem: “Man mistakes woman for a monkey, shoots her - Malaysian police say victim was picking fruit in neighbor's tree”, o que numa tradução livre poderá dizer o seguinte: Homem confunde mulher com macaco e dá-lhe um tiro – As autoridades da Malásia dizem que a vítima foi apanhada a apanhar fruta da árvore do vizinho.
Depois de escrever o último parágrafo, tentei escrever qualquer coisa mais para completar esta entrada. Mas tudo o que escrevia, apaguei. De facto, penso que nunca poderia arranjar palavras que tivessem à altura da qualidade de um título e de uma notícia assim. Só tenho medo que as mentes mais racistas e xenófobas que visitem este espaço se aproveitem dela para corroborar quaisquer piadas que pudessem já existir sobre as pessoas que vivem na Malásia.
Para conferir o artigo na íntegra vá a http://www.msnbc.msn.com/id/29685956/?GT1=43001
Assinado: 700
Como a minha existência neste submundo é, de facto, muito vazia e sem sentido, decidi ir ontem surfar por esta verdadeira pérola cibernáutica, para poder trazer aos leitores deste blog (será que existe mesmo algum por aí?) a seguinte notícia, que se encontrava em destaque na edição de ontem: “Man mistakes woman for a monkey, shoots her - Malaysian police say victim was picking fruit in neighbor's tree”, o que numa tradução livre poderá dizer o seguinte: Homem confunde mulher com macaco e dá-lhe um tiro – As autoridades da Malásia dizem que a vítima foi apanhada a apanhar fruta da árvore do vizinho.
Depois de escrever o último parágrafo, tentei escrever qualquer coisa mais para completar esta entrada. Mas tudo o que escrevia, apaguei. De facto, penso que nunca poderia arranjar palavras que tivessem à altura da qualidade de um título e de uma notícia assim. Só tenho medo que as mentes mais racistas e xenófobas que visitem este espaço se aproveitem dela para corroborar quaisquer piadas que pudessem já existir sobre as pessoas que vivem na Malásia.
Para conferir o artigo na íntegra vá a http://www.msnbc.msn.com/id/29685956/?GT1=43001
Assinado: 700
00:46 | Etiquetas: 700 | 0 Comments
Crónicas da Besta - O Vaticano, a Mulher e o Guarda Fatos
Estou chateado.
Tinha arranjado um tema perfeito para desenvolver neste meu segundo post, mas algo inesperado me fez ter de repensar e refazer os planos.
Como o nosso sagaz leitor de certo sabe, no passado domingo celebrou-se o dia internacional da mulher. Inúmeros discursos e artigos foram escritos a propósito desse acontecimento, mas nada terá um impacto tão grande (e ordinário até) como a peça jornalística do jornal do Vaticano a propósito do tema. Até o título é uma pérola: A Máquina de lavar e a liberação das mulheres - ponha detergente, feche a tampa e relaxe. É aquilo a que eu chamo um título 2 em 1. Por um lado informa-nos sobre o tema do artigo que o leitor se propõe ler (função essencial de um título) e por outro constitui um óptimo manual de instruções indispensável a qualquer um de nós que procure saber o funcionamento de uma máquina de lavar. No entanto, apesar de muito bom, não posso considerar este título como o ideal. Sinto que falta qualquer coisa. Se fosse eu a escrever, poria desta forma: A Máquina de lavar e a liberação das mulheres - ponha detergente, feche a tampa e relaxe… Mas não se esqueça de pôr lá dentro a roupa primeiro! É que sem esta adenda as mulheres podem ficar confusas e pensar que as máquinas funcionam sem roupa. Quer dizer, funcionam, mas não lavam nada, e com isso perde-se o propósito da sua função. Para além do mais, se a mulher se esquecer de colocar roupa dentro da máquina, o título do artigo fica desadequado, porque como podemos imaginar uma mulher não pode relaxar ao ver a pilha de roupa suja aumentar por mais vezes que ponha a máquina vazia a lavar.
Mas esquecendo agora o título, só gostava de realçar um pormenor relativamente a este artigo: na minha opinião, este revela o maior defeito que constantemente tem sido apontado à Igreja Católica e que, pelos vistos, ainda não foi percebido pelos seus responsáveis políticos, quero dizer, religiosos. Com efeito, esta reportagem só vem dar razão às vozes que acusam a Igreja Católica de estar parada no tempo e, portanto, obsoleta. E com razão! Vejamos o seguinte. A máquina de lavar foi inventada em 1767 no seu modelo mais rudimentar. Século 18 meus amigos! Dezoito e meio, vá lá, para ajudar um bocadinho o lado da Igreja. Entretanto já foram inventados muitos outros electrodomésticos que fizeram muito mais pela mulher do que a máquina de lavar. Estamos no século XXI. É óbvio que neste momento a máquina de lavar está completamente demodé no que diz respeito aos direitos da mulher. Abram espaço sim para a Bimby, que permite à referida senhora (a mulher) fazer numa hora as refeições para toda a família por uma semana!
Eu não esqueço as minhas raízes. Aqui, onde vivo e fui criado, estou no ponto mais afastado possível do Vaticano e do epicentro de tão idiota artigo. Eu e os meus vizinhos queremos deixar aqui bem expresso que na nossa zona não concordamos nada com a visão da mulher como fada do lar ou dona de casa. A nossa mensagem para todas as leitoras é a seguinte: Saiam a noite, sejam umas libertinas! Têm roupa suja? Façam como nós. Esperem pelos saldos e aproveitem para fazer uma revolução no vosso vestuário!
Assinado: 670
Tinha arranjado um tema perfeito para desenvolver neste meu segundo post, mas algo inesperado me fez ter de repensar e refazer os planos.
Como o nosso sagaz leitor de certo sabe, no passado domingo celebrou-se o dia internacional da mulher. Inúmeros discursos e artigos foram escritos a propósito desse acontecimento, mas nada terá um impacto tão grande (e ordinário até) como a peça jornalística do jornal do Vaticano a propósito do tema. Até o título é uma pérola: A Máquina de lavar e a liberação das mulheres - ponha detergente, feche a tampa e relaxe. É aquilo a que eu chamo um título 2 em 1. Por um lado informa-nos sobre o tema do artigo que o leitor se propõe ler (função essencial de um título) e por outro constitui um óptimo manual de instruções indispensável a qualquer um de nós que procure saber o funcionamento de uma máquina de lavar. No entanto, apesar de muito bom, não posso considerar este título como o ideal. Sinto que falta qualquer coisa. Se fosse eu a escrever, poria desta forma: A Máquina de lavar e a liberação das mulheres - ponha detergente, feche a tampa e relaxe… Mas não se esqueça de pôr lá dentro a roupa primeiro! É que sem esta adenda as mulheres podem ficar confusas e pensar que as máquinas funcionam sem roupa. Quer dizer, funcionam, mas não lavam nada, e com isso perde-se o propósito da sua função. Para além do mais, se a mulher se esquecer de colocar roupa dentro da máquina, o título do artigo fica desadequado, porque como podemos imaginar uma mulher não pode relaxar ao ver a pilha de roupa suja aumentar por mais vezes que ponha a máquina vazia a lavar.
Mas esquecendo agora o título, só gostava de realçar um pormenor relativamente a este artigo: na minha opinião, este revela o maior defeito que constantemente tem sido apontado à Igreja Católica e que, pelos vistos, ainda não foi percebido pelos seus responsáveis políticos, quero dizer, religiosos. Com efeito, esta reportagem só vem dar razão às vozes que acusam a Igreja Católica de estar parada no tempo e, portanto, obsoleta. E com razão! Vejamos o seguinte. A máquina de lavar foi inventada em 1767 no seu modelo mais rudimentar. Século 18 meus amigos! Dezoito e meio, vá lá, para ajudar um bocadinho o lado da Igreja. Entretanto já foram inventados muitos outros electrodomésticos que fizeram muito mais pela mulher do que a máquina de lavar. Estamos no século XXI. É óbvio que neste momento a máquina de lavar está completamente demodé no que diz respeito aos direitos da mulher. Abram espaço sim para a Bimby, que permite à referida senhora (a mulher) fazer numa hora as refeições para toda a família por uma semana!
Eu não esqueço as minhas raízes. Aqui, onde vivo e fui criado, estou no ponto mais afastado possível do Vaticano e do epicentro de tão idiota artigo. Eu e os meus vizinhos queremos deixar aqui bem expresso que na nossa zona não concordamos nada com a visão da mulher como fada do lar ou dona de casa. A nossa mensagem para todas as leitoras é a seguinte: Saiam a noite, sejam umas libertinas! Têm roupa suja? Façam como nós. Esperem pelos saldos e aproveitem para fazer uma revolução no vosso vestuário!
Assinado: 670
02:50 | Etiquetas: 670 | 0 Comments
Abala para o ceptro da paixão que te possua!
Estive recentemente submerso na leitura de “Lolita”, obra-prima de Vladimir Nabokov. Sempre me tomou alguma curiosidade de conhecer mais a fundo o livro que constitui a génesis de “Lolita” como adjectivo, em vez de apenas nome ou alcunha. Mas não venho citar a minha mais recente aventura literária com o objectivo de comentar a respeito do delicioso cinismo estilístico do autor, ou do digladiar deveras sincero da personagem principal, Humbert Humbert, entre uma reprovação nauseabunda e compaixão melancólica para consigo mesmo – quase senti que uma relação afectiva e venérea entre uma “ninfita” de 12 anos e um homem de meia-idade não tinha por que ser condenada. Ele amava-a, ora essa. Porque não? [A respeito deste ultimo ponto devo confessar ter, realmente, sentido alguma compaixão do pobre Humbert Humbert… Tivesse ele predilecção por meninos em vez de meninas, e vivesse na nossa actual Lisboa, poderia se deliciar com meninos de 14, 15 e 16 anos na libertinagem dos clubes nocturnos e, garanto, choviam-lhe palmas de exulto e olhos atravessados de inveja!]
Mas, recensões eruditas e minuciosas deixo-as, naturalmente, para quem as saiba fazer com pompa e autoridade. Aquilo que me proponho a partilhar convosco, amigos, é tão-somente uma passagem que me divertiu particularmente. Passo a citar:
“ (…) Depois, a minha amada afastava-se e sacudia nervosamente o cabelo, para a seguir se aproximar de novo, sombriamente, e me deixar beber a vida da sua boca aberta, enquanto, com uma generosidade disposta a oferecer-lhe tudo – o coração, a garganta, as entranhas –, eu lhe dava a segurar na mão inexperiente o ceptro da minha paixão.”
Compreendo que a uma narrativa de concupiscência tão eufemista uma qualquer vulgaridade não cairia nada bem como remate, e confesso não ter pensado em alguma sugestão alternativa ao “ceptro da minha paixão”. No entanto, ao deparar-me com tal metáfora, o meu corpinho contorceu-se em espasmos involuntários de pura diversão e, é como lhe digo, caro leitor, que o meu ceptro, pobre diabo, por pouco não despejou meio litro de urina. Sou, agora, um fã assumido da expressão, e inspirado pelo eufemismo Nabokovsiano, mudei radicalmente a forma como insulto o próximo. Os meus insultos são hoje pejados de compostura. A minha vida divide-se agora em dois períodos: o Pré-Nabokov, em que usava casualmente de expressões como “Vai para o caralho que te foda!”; e o período Pós-Nabokov, em que passo a dizer, cheio de classe, “Abala para o ceptro da paixão que te possua!”
Assinado: 667
02:18 | Etiquetas: 667 | 0 Comments
O mensageiro
Olá a todos. Aviso desde já que não tenho paciência para conversas cordeais com os leitores [se é que vocês existem] portanto não esperem frases com palavras que nos fazem ter um dicionário ao lado para compreendermos um post que no fundo não diz nada de jeito.
Vejam isto como um bom elemento do Blog: uma maior diversidade entre posts, e quem sabe, os leitores assim até comecem a criar afeição a determinada maneira de escrever de um dos vizinhos.
Desde que criámos este espaço tenho pensado no que poderia contar-vos, eu que levo a minha vida pacata e rotineira sem quaisquer acontecimentos fora do normal...pois é, acontece que há questão de uns dois dias deparei-me com uma situação que veio quebrar com a normalidade dos meus dias.
Aconteceu no comboio, no mesmo comboio onde todas as manhãs as carruagens estão apinhadas de gente, ia acompanhado de uma colega de trabalho que também se demonstrou deveras surpreendida com a situação. E passo então ao desenrolar da acção:
Estava eu muito calmo e repugnado com os piolhos imaginários a saltarem de cabeça em cabeça naquela carruagem, como é habitual, e Sofia [a colega] idem...
A meio da viagem, surge algo que não se vê todos os dias...abriram-se as divisões da carruagem e pelo meio da multidão eis que surge tal ser que decide parar mesmo ao nosso lado. Quem era?
UM INIMIGO DA BESTA! Sim! Um dos mensageiros do verdadeiro rival da besta.
Um senhor de pele escura, com uma mala preta relativamente grande e com "um crucifico sem cruz" ou seja, era mesmo só "O Jesus" [peço desculpa algum tom herege, não é por mal] na posição em que foi crucificado, agarrado ao peito!
Este mensageiro do inimigo da Besta, ou por problemas de etnia ou de idade ou seja aquilo que for...não falava muito bem, o que me deixa triste, pois suscitou-se em mim tal interesse no discurso do homem que não consegui desviar o olhar de cima dele.
Foram apenas duas coisas que percebi, com a ajuda de Sofia, quando ele começou a falar, aparentemente para a carruagem toda: repetia no meio de balbucios e enrolamentos de língua [talvez algum ritual para expulsar os demónios - há quem diga que é um dialecto derivado do português, mas eu não acredito] conseguia-se perceber: "CHEIRAR MAL....isso é que é azar!" seguido desta bela frase, que devia tomá-la inclusive como pensamento do dia, o sujeito retira uma garrafa de água dentro da mala, com ervas e especiarias estranhas no interior, e espalhava o líquido na sua careca e na cara.
Após o procedimento para não cheirar mal, pois isso sim, é azar, saía-lhe daqueles pulmões africanos uma palavra que ainda hoje me atormenta dada as vezes que a ouvi num curto espaço de tempo: feiiTIIIIIIÇÇooo!!
Pois é, além da excelente eloquência do senhor, de 5 em 5 segundos, vomitava este grito de guerra fantástico.
A segunda parte desta saga continuou quando o Mensageiro do inimigo da Besta muda de lugar no comboio e atravessa a carruagem duma ponta à outra sentando "O Jesus" em todas as cadeiras vagas pelas quais passou; Encosta-se ao final da carruagem, retira 3 livros da mala e grita: "QUEM LEU ESSES LIVROS? QUEEM?" , "NINGUÉÉÉÉM", de seguida disse algo que deduzo que tenha sido um insulto por não lermos os livros que ele leu com tanta dedicação e esforço.
E pensava eu que isto ia ter um fim mas não, pois vejo-o a tirar dois pregos da mão e referir que conseguia "matar com aqueles dois"...pregos que nem se viam no meio da mão grosseira do mensageiro.
Para despachar esta história que ninguém vai ler devido ao seu tamanho e idiotice, estávamos a chegar ao Rossio, o nosso destino, e no meio de tantos "FEITIIÇOS" e "cheirar mal é que é azar" o senhor assoa-se a um lenço, e decide mostrar a substância expelida do seu corpo...sim, o homem mostrou-nos o seu ranho! Ao fazê-lo lançou os últimos gritos de guerra que ouvi: "OH VÊ? FEITIIIÇO, é FEITIÇO, só tem que aplicar palavra divina para expulsar o feitiço!"
E assim saí do comboio, rumo ao meu destino, com a imagem e principalmente o som, do mensageiro do inimigo da besta.
Assinado: 668
Vejam isto como um bom elemento do Blog: uma maior diversidade entre posts, e quem sabe, os leitores assim até comecem a criar afeição a determinada maneira de escrever de um dos vizinhos.
Desde que criámos este espaço tenho pensado no que poderia contar-vos, eu que levo a minha vida pacata e rotineira sem quaisquer acontecimentos fora do normal...pois é, acontece que há questão de uns dois dias deparei-me com uma situação que veio quebrar com a normalidade dos meus dias.
Aconteceu no comboio, no mesmo comboio onde todas as manhãs as carruagens estão apinhadas de gente, ia acompanhado de uma colega de trabalho que também se demonstrou deveras surpreendida com a situação. E passo então ao desenrolar da acção:
Estava eu muito calmo e repugnado com os piolhos imaginários a saltarem de cabeça em cabeça naquela carruagem, como é habitual, e Sofia [a colega] idem...
A meio da viagem, surge algo que não se vê todos os dias...abriram-se as divisões da carruagem e pelo meio da multidão eis que surge tal ser que decide parar mesmo ao nosso lado. Quem era?
UM INIMIGO DA BESTA! Sim! Um dos mensageiros do verdadeiro rival da besta.
Um senhor de pele escura, com uma mala preta relativamente grande e com "um crucifico sem cruz" ou seja, era mesmo só "O Jesus" [peço desculpa algum tom herege, não é por mal] na posição em que foi crucificado, agarrado ao peito!
Este mensageiro do inimigo da Besta, ou por problemas de etnia ou de idade ou seja aquilo que for...não falava muito bem, o que me deixa triste, pois suscitou-se em mim tal interesse no discurso do homem que não consegui desviar o olhar de cima dele.
Foram apenas duas coisas que percebi, com a ajuda de Sofia, quando ele começou a falar, aparentemente para a carruagem toda: repetia no meio de balbucios e enrolamentos de língua [talvez algum ritual para expulsar os demónios - há quem diga que é um dialecto derivado do português, mas eu não acredito] conseguia-se perceber: "CHEIRAR MAL....isso é que é azar!" seguido desta bela frase, que devia tomá-la inclusive como pensamento do dia, o sujeito retira uma garrafa de água dentro da mala, com ervas e especiarias estranhas no interior, e espalhava o líquido na sua careca e na cara.
Após o procedimento para não cheirar mal, pois isso sim, é azar, saía-lhe daqueles pulmões africanos uma palavra que ainda hoje me atormenta dada as vezes que a ouvi num curto espaço de tempo: feiiTIIIIIIÇÇooo!!
Pois é, além da excelente eloquência do senhor, de 5 em 5 segundos, vomitava este grito de guerra fantástico.
A segunda parte desta saga continuou quando o Mensageiro do inimigo da Besta muda de lugar no comboio e atravessa a carruagem duma ponta à outra sentando "O Jesus" em todas as cadeiras vagas pelas quais passou; Encosta-se ao final da carruagem, retira 3 livros da mala e grita: "QUEM LEU ESSES LIVROS? QUEEM?" , "NINGUÉÉÉÉM", de seguida disse algo que deduzo que tenha sido um insulto por não lermos os livros que ele leu com tanta dedicação e esforço.
E pensava eu que isto ia ter um fim mas não, pois vejo-o a tirar dois pregos da mão e referir que conseguia "matar com aqueles dois"...pregos que nem se viam no meio da mão grosseira do mensageiro.
Para despachar esta história que ninguém vai ler devido ao seu tamanho e idiotice, estávamos a chegar ao Rossio, o nosso destino, e no meio de tantos "FEITIIÇOS" e "cheirar mal é que é azar" o senhor assoa-se a um lenço, e decide mostrar a substância expelida do seu corpo...sim, o homem mostrou-nos o seu ranho! Ao fazê-lo lançou os últimos gritos de guerra que ouvi: "OH VÊ? FEITIIIÇO, é FEITIÇO, só tem que aplicar palavra divina para expulsar o feitiço!"
E assim saí do comboio, rumo ao meu destino, com a imagem e principalmente o som, do mensageiro do inimigo da besta.
Assinado: 668
23:42 | Etiquetas: 668 | 0 Comments
A música da Besta
Esta será a minha primeira frase postada neste blog. Peço desculpa ao prezado leitor por este começo tão pouco usual e até narcísico, mas queria assinalar a minha estreia no mundo dos blogs cibernáuticos com a devida pompa e circunstância.
(E este foi o meu primeiro parágrafo)
Antes de começar este texto, tenho uma coisa a confessar. Sim, caros leitores, estou nervoso. Os meus dedos tremem com a ansiedade e a pressão de me estar a aventurar pela primeira vez nestes mundos blogueiros. Mas é natural. Esta é a minha primeira vez, e não tenho vergonha de o admitir! E todos sabemos que a primeira vez custa sempre mais, não é verdade?
Não tenho nenhum assunto especial para abordar nesta minha primeira dissertação. Penso, até, que nunca terei nenhum assunto especial para abordar em qualquer dissertação que me aventure a fazer neste ou noutro qualquer blog. Por isso vejo-me obrigado a pedir encarecidamente isto aos visitantes deste espaço: leiam, comentem e divulguem os textos dos meus quatro vizinhos e colegas de blog, mas nem sequer se dêem ao trabalho de ler os meus. Eles (os meus vizinhos) sim, são pessoas interessantes. Leiam até os posts que a Besta publicar, se ela alguma vez tiver tempo e vontade de o fazer. E, claro, se souber escrever.
A propósito da Besta, toda esta conversa e convivência com essa grande figura (a Besta), fez-me lembrar uma música. De certo que já aconteceu ao ilustre leitor acordar de manhã com aquela música na cabeça que não conseguimos parar de cantarolar durante o dia. Não sabemos porque é que nos lembrámos dela, mas naquele momento temos a certeza de que não vamos conseguir deixar de a ouvir na nossa cabeça, e até de a cantar em todos aqueles momentos do nosso dia em que aquele pequeno cantor que há dentro de nós se gosta de libertar. E penso que todos sabemos também que tudo começa de manhã, quando estamos no banho, e de chuveiro em punho damos o primeiro concerto do dia!
Hoje é um desses dias, e a música que não consigo deixar de ouvir é a “What if God was one of us?”, cantada por Joan Osborne. Conhece? É claro que conhece… Quem sou eu, uma mera impressão de um pseudo-intelectual que mal consegue articular uma frase com sentido, para ensinar qualquer coisa a si, prezado leitor.
Mas voltado à supra-citada música, será que poderíamos adapta-la de maneira a poder ser considerada apropriada para o nosso blog? Concerteza que sim! E aposto que o nosso prezado leitor já lá chegou muito primeiro que nós!
Sim, passaríamos a cantar: What if the Beast was one of us? E, seguindo a letra, chegamos a uma pergunta deveras interessante… “What would you ask him if you had just one question?”
Agora a pergunta está do seu lado, caro leitor. O que é que gostava de perguntar à Besta? Nós não queremos facilitar-lhe a vida, não queremos fazer um blog que apenas o entretenha. Queremos pô-lo a pensar nas grandes questões da vida e da moralidade, queremos que interaja connosco e partilhe as suas ideias e os seus pensamentos. Envie as suas sugestões para nós, e um júri de excelência composto por 5 elementos, nós, irá seleccionar as melhores perguntas para as colocar num Pos-it que será afixado à porta do número 666. Com sorte a Besta irá respondê-las! Bem hajam e ardamos todos no inferno que é esta rua demoníaca!
Assinado 670
(E este foi o meu primeiro parágrafo)
Antes de começar este texto, tenho uma coisa a confessar. Sim, caros leitores, estou nervoso. Os meus dedos tremem com a ansiedade e a pressão de me estar a aventurar pela primeira vez nestes mundos blogueiros. Mas é natural. Esta é a minha primeira vez, e não tenho vergonha de o admitir! E todos sabemos que a primeira vez custa sempre mais, não é verdade?
Não tenho nenhum assunto especial para abordar nesta minha primeira dissertação. Penso, até, que nunca terei nenhum assunto especial para abordar em qualquer dissertação que me aventure a fazer neste ou noutro qualquer blog. Por isso vejo-me obrigado a pedir encarecidamente isto aos visitantes deste espaço: leiam, comentem e divulguem os textos dos meus quatro vizinhos e colegas de blog, mas nem sequer se dêem ao trabalho de ler os meus. Eles (os meus vizinhos) sim, são pessoas interessantes. Leiam até os posts que a Besta publicar, se ela alguma vez tiver tempo e vontade de o fazer. E, claro, se souber escrever.
A propósito da Besta, toda esta conversa e convivência com essa grande figura (a Besta), fez-me lembrar uma música. De certo que já aconteceu ao ilustre leitor acordar de manhã com aquela música na cabeça que não conseguimos parar de cantarolar durante o dia. Não sabemos porque é que nos lembrámos dela, mas naquele momento temos a certeza de que não vamos conseguir deixar de a ouvir na nossa cabeça, e até de a cantar em todos aqueles momentos do nosso dia em que aquele pequeno cantor que há dentro de nós se gosta de libertar. E penso que todos sabemos também que tudo começa de manhã, quando estamos no banho, e de chuveiro em punho damos o primeiro concerto do dia!
Hoje é um desses dias, e a música que não consigo deixar de ouvir é a “What if God was one of us?”, cantada por Joan Osborne. Conhece? É claro que conhece… Quem sou eu, uma mera impressão de um pseudo-intelectual que mal consegue articular uma frase com sentido, para ensinar qualquer coisa a si, prezado leitor.
Mas voltado à supra-citada música, será que poderíamos adapta-la de maneira a poder ser considerada apropriada para o nosso blog? Concerteza que sim! E aposto que o nosso prezado leitor já lá chegou muito primeiro que nós!
Sim, passaríamos a cantar: What if the Beast was one of us? E, seguindo a letra, chegamos a uma pergunta deveras interessante… “What would you ask him if you had just one question?”
Agora a pergunta está do seu lado, caro leitor. O que é que gostava de perguntar à Besta? Nós não queremos facilitar-lhe a vida, não queremos fazer um blog que apenas o entretenha. Queremos pô-lo a pensar nas grandes questões da vida e da moralidade, queremos que interaja connosco e partilhe as suas ideias e os seus pensamentos. Envie as suas sugestões para nós, e um júri de excelência composto por 5 elementos, nós, irá seleccionar as melhores perguntas para as colocar num Pos-it que será afixado à porta do número 666. Com sorte a Besta irá respondê-las! Bem hajam e ardamos todos no inferno que é esta rua demoníaca!
Assinado 670
20:42 | Etiquetas: 670 | 0 Comments
O Ministério da Saúde não aprova este post!
Se já não consegue fazer passar pelas ancas aquele vestido que comprou, há dois anos, por 15€, nos saldos da Zara, ou, no caso do visitante macho, se aqueles jeans que o faziam sentir confortável agora prendem-lhe a circulação, eu tenho a solução! Faça uma pausa, fiel leitor, e rejubile. Garanto que não seria capaz de o enganar – tenho a solução.
Podia aconselha-lo a comprar roupas novas… Mas não o vou fazer, apesar de achar que uma ida às compras ia lhe fazer muito bem! Fica aquela sensação encantadora capaz de curar muitas depressões e afastar muitos demónios. Não… Definitivamente, comprar roupas novas não é aquilo que recomendo, que disparate. Hoje em dia os jornais falam muito da crise e o leitor, naturalmente, anda muito preocupado com o preço da gasolina, do tabaco, dos telemóveis e outros bens de primeira necessidade!
Mas aquilo que vou dizer agora é de sublinhar! Lia um dia destes que cerca de 70% do nosso corpo é constituído por água… Se conseguíssemos retirar uns, vá lá, 20 ou 30% a esta quantidade francamente excessiva, servia o vestido, folgavam as calças e, qual crise, éramos todos mais felizes.
Mas será que é possível? - Não minto!
E não é perigoso para a saúde? – Quem se importa, francamente? Antes ser débil e apetecível do que carregar por aí um par de pneus alegres e saudáveis.
E como me livro da água? – É fácil, é barato e tem resultados garantidos! Uma garrafa de Vodka no Lidl custa 5€ (um terço do valor do vestido da Zara)… E, meus caros, o álcool desidrata! Experimente beber uma garrafa, ou duas – com calma e decoro para não regurgitar tudo logo de seguida – e garanto que numa questão de horas vai urinar (ou mijar, conforme as suas preferências vocabulares) as duas garrafas de vodka mais uns tantos litros da água que o seu corpo insistia veemente em armazenar. E há mais! Conhece os efeitos laxantes do álcool? Pois sim! Certamente que o seu intestino não aguentará muito tempo até evacuar – permitam-me que salte os detalhes – … deixando-o com um ventre liso e sedutor.
Sinto-me, no entanto, na obrigação de advertir para a possibilidade de enxaquecas, vómitos ou até desmaio, após a aplicação deste tratamento. No caso de levar ao extremo este milagre da desidratação é ainda possível que a falta de água no cérebro resulte em morte – meros efeitos secundários. Em minha defesa, disse que tinha a solução, não disse que a solução era perfeita.
Podia aconselha-lo a comprar roupas novas… Mas não o vou fazer, apesar de achar que uma ida às compras ia lhe fazer muito bem! Fica aquela sensação encantadora capaz de curar muitas depressões e afastar muitos demónios. Não… Definitivamente, comprar roupas novas não é aquilo que recomendo, que disparate. Hoje em dia os jornais falam muito da crise e o leitor, naturalmente, anda muito preocupado com o preço da gasolina, do tabaco, dos telemóveis e outros bens de primeira necessidade!
Mas aquilo que vou dizer agora é de sublinhar! Lia um dia destes que cerca de 70% do nosso corpo é constituído por água… Se conseguíssemos retirar uns, vá lá, 20 ou 30% a esta quantidade francamente excessiva, servia o vestido, folgavam as calças e, qual crise, éramos todos mais felizes.
Mas será que é possível? - Não minto!
E não é perigoso para a saúde? – Quem se importa, francamente? Antes ser débil e apetecível do que carregar por aí um par de pneus alegres e saudáveis.
E como me livro da água? – É fácil, é barato e tem resultados garantidos! Uma garrafa de Vodka no Lidl custa 5€ (um terço do valor do vestido da Zara)… E, meus caros, o álcool desidrata! Experimente beber uma garrafa, ou duas – com calma e decoro para não regurgitar tudo logo de seguida – e garanto que numa questão de horas vai urinar (ou mijar, conforme as suas preferências vocabulares) as duas garrafas de vodka mais uns tantos litros da água que o seu corpo insistia veemente em armazenar. E há mais! Conhece os efeitos laxantes do álcool? Pois sim! Certamente que o seu intestino não aguentará muito tempo até evacuar – permitam-me que salte os detalhes – … deixando-o com um ventre liso e sedutor.
Sinto-me, no entanto, na obrigação de advertir para a possibilidade de enxaquecas, vómitos ou até desmaio, após a aplicação deste tratamento. No caso de levar ao extremo este milagre da desidratação é ainda possível que a falta de água no cérebro resulte em morte – meros efeitos secundários. Em minha defesa, disse que tinha a solução, não disse que a solução era perfeita.
Assinado: 667
23:01 | Etiquetas: 667, Conselhos | 0 Comments
A Besta e Nós, Os Vizinhos da Besta!
O ilustre, sapiente e desocupado leitor deste blogue saberá, por certo, que 666 é o número alusivo à besta. Se não sabia, valeu já a pena que nos tenha visitado o que, não duvide, agradecemos imenso. E, não desespere, poderá sempre encontrar mais informação acerca da arrepiante cifra e, inclusivamente, da célebre e notável besta na Wikipédia – enciclopédia online tão integra e exacta que comummente se pode ler, findas as suas integras e exactas explicações, a deveras tranquilizante expressão “carece de fontes.”
Mas até aqui ainda não se disse nada. “Porquê vizinhos da besta?”; “Quem são os vizinhos da besta?”; “De que assuntos se ocupa este demoníaco blogue?”, pergunta você, ilustre leitor, num franzir de testa curioso. E pergunta muito bem! A pertinência das suas questões espanta-nos, caro leitor, palavra! Vamos por partes:
Muito por aí se fala a respeito da besta. Mas nós, autores deste blogue, que levamos uma vida marcada por opções de moralidade questionável, conhecemo-la como ninguém. Somos vizinhos da besta, ali num bairro pacato e meticulosamente numerado do quinto dos infernos. Começa no 666 – escusado será dizer quem lá habita – e por aí continua com o 667, 668, 669, 700, 701 – habitados por nós. Até que ponto estas afirmações são tão-somente metafóricas decida você, fiel leitor, mas é como lhe dizemos, não faz falta que se deixe tomar por medo. É uma criatura encantadora, a besta. Estranhamente reservada, bastante asseada e razoavelmente prestável. A convivência com ela livra-nos de muitos males de consciência, e a malvadez do seu coração é um detalhe a que uma pessoa se acostuma.
Somos não mais do que um bando de seres joviais, com mente e corpo contaminado por substâncias tóxicas, o que levou, a seu tempo, ao desenvolvimento de um sentido crítico inútil e perverso, especialmente no que diz respeito aos aspectos mais fúteis da vida… e ainda a um apetite sexual de voracidade arrebatadora – pasme-se com a impertinência deste ultimo segmento! Nós, vizinhos da besta, seremos aqui identificados unicamente pelo nosso número. Mas não desespere, leitor, porquê a seu tempo há de ser capaz de nos discernir com obstinada mestria.
De que assuntos se ocupa este blogue? De tudo, imagine-se! E não só trata de tudo, trata também de mais alguma coisa. Aqui se posta, portanto, sobre tudo e mais alguma coisa. Aquilo que de relevante – ou irrelevante, ora essa – passar por uma das nossas cabecinhas fartas de cabelos longos e bem tratados, virá aqui parar, por certo! Confesse, nosso recém-chegado leitor, que se encontra extasiado! Confesse que será presença assídua neste infernal endereço! É irritantemente aliciante, não é verdade?
O melhor está por vir (or so we choose to believe)!
Assinado: Os vossos anfitriões, vizinhos da Besta.
09:05 | Etiquetas: 667, Diversos | 1 Comments
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