A Besta pode ser má... Mas os vizinhos são amigos!
Damos-lhe as boas-vindas ao blogue dos vizinhos da besta! Palavra que não há motivo para sentir medo ou desconforto. Somos pessoas de bem... ainda que de sanidade mental questionável.
Os vossos amigos, 667, 668, 669, 670 e 671.
Os vossos amigos, 667, 668, 669, 670 e 671.
Crónicas da Besta - O Vaticano, a Mulher e o Guarda Fatos
Estou chateado.
Tinha arranjado um tema perfeito para desenvolver neste meu segundo post, mas algo inesperado me fez ter de repensar e refazer os planos.
Como o nosso sagaz leitor de certo sabe, no passado domingo celebrou-se o dia internacional da mulher. Inúmeros discursos e artigos foram escritos a propósito desse acontecimento, mas nada terá um impacto tão grande (e ordinário até) como a peça jornalística do jornal do Vaticano a propósito do tema. Até o título é uma pérola: A Máquina de lavar e a liberação das mulheres - ponha detergente, feche a tampa e relaxe. É aquilo a que eu chamo um título 2 em 1. Por um lado informa-nos sobre o tema do artigo que o leitor se propõe ler (função essencial de um título) e por outro constitui um óptimo manual de instruções indispensável a qualquer um de nós que procure saber o funcionamento de uma máquina de lavar. No entanto, apesar de muito bom, não posso considerar este título como o ideal. Sinto que falta qualquer coisa. Se fosse eu a escrever, poria desta forma: A Máquina de lavar e a liberação das mulheres - ponha detergente, feche a tampa e relaxe… Mas não se esqueça de pôr lá dentro a roupa primeiro! É que sem esta adenda as mulheres podem ficar confusas e pensar que as máquinas funcionam sem roupa. Quer dizer, funcionam, mas não lavam nada, e com isso perde-se o propósito da sua função. Para além do mais, se a mulher se esquecer de colocar roupa dentro da máquina, o título do artigo fica desadequado, porque como podemos imaginar uma mulher não pode relaxar ao ver a pilha de roupa suja aumentar por mais vezes que ponha a máquina vazia a lavar.
Mas esquecendo agora o título, só gostava de realçar um pormenor relativamente a este artigo: na minha opinião, este revela o maior defeito que constantemente tem sido apontado à Igreja Católica e que, pelos vistos, ainda não foi percebido pelos seus responsáveis políticos, quero dizer, religiosos. Com efeito, esta reportagem só vem dar razão às vozes que acusam a Igreja Católica de estar parada no tempo e, portanto, obsoleta. E com razão! Vejamos o seguinte. A máquina de lavar foi inventada em 1767 no seu modelo mais rudimentar. Século 18 meus amigos! Dezoito e meio, vá lá, para ajudar um bocadinho o lado da Igreja. Entretanto já foram inventados muitos outros electrodomésticos que fizeram muito mais pela mulher do que a máquina de lavar. Estamos no século XXI. É óbvio que neste momento a máquina de lavar está completamente demodé no que diz respeito aos direitos da mulher. Abram espaço sim para a Bimby, que permite à referida senhora (a mulher) fazer numa hora as refeições para toda a família por uma semana!
Eu não esqueço as minhas raízes. Aqui, onde vivo e fui criado, estou no ponto mais afastado possível do Vaticano e do epicentro de tão idiota artigo. Eu e os meus vizinhos queremos deixar aqui bem expresso que na nossa zona não concordamos nada com a visão da mulher como fada do lar ou dona de casa. A nossa mensagem para todas as leitoras é a seguinte: Saiam a noite, sejam umas libertinas! Têm roupa suja? Façam como nós. Esperem pelos saldos e aproveitem para fazer uma revolução no vosso vestuário!
Assinado: 670
Tinha arranjado um tema perfeito para desenvolver neste meu segundo post, mas algo inesperado me fez ter de repensar e refazer os planos.
Como o nosso sagaz leitor de certo sabe, no passado domingo celebrou-se o dia internacional da mulher. Inúmeros discursos e artigos foram escritos a propósito desse acontecimento, mas nada terá um impacto tão grande (e ordinário até) como a peça jornalística do jornal do Vaticano a propósito do tema. Até o título é uma pérola: A Máquina de lavar e a liberação das mulheres - ponha detergente, feche a tampa e relaxe. É aquilo a que eu chamo um título 2 em 1. Por um lado informa-nos sobre o tema do artigo que o leitor se propõe ler (função essencial de um título) e por outro constitui um óptimo manual de instruções indispensável a qualquer um de nós que procure saber o funcionamento de uma máquina de lavar. No entanto, apesar de muito bom, não posso considerar este título como o ideal. Sinto que falta qualquer coisa. Se fosse eu a escrever, poria desta forma: A Máquina de lavar e a liberação das mulheres - ponha detergente, feche a tampa e relaxe… Mas não se esqueça de pôr lá dentro a roupa primeiro! É que sem esta adenda as mulheres podem ficar confusas e pensar que as máquinas funcionam sem roupa. Quer dizer, funcionam, mas não lavam nada, e com isso perde-se o propósito da sua função. Para além do mais, se a mulher se esquecer de colocar roupa dentro da máquina, o título do artigo fica desadequado, porque como podemos imaginar uma mulher não pode relaxar ao ver a pilha de roupa suja aumentar por mais vezes que ponha a máquina vazia a lavar.
Mas esquecendo agora o título, só gostava de realçar um pormenor relativamente a este artigo: na minha opinião, este revela o maior defeito que constantemente tem sido apontado à Igreja Católica e que, pelos vistos, ainda não foi percebido pelos seus responsáveis políticos, quero dizer, religiosos. Com efeito, esta reportagem só vem dar razão às vozes que acusam a Igreja Católica de estar parada no tempo e, portanto, obsoleta. E com razão! Vejamos o seguinte. A máquina de lavar foi inventada em 1767 no seu modelo mais rudimentar. Século 18 meus amigos! Dezoito e meio, vá lá, para ajudar um bocadinho o lado da Igreja. Entretanto já foram inventados muitos outros electrodomésticos que fizeram muito mais pela mulher do que a máquina de lavar. Estamos no século XXI. É óbvio que neste momento a máquina de lavar está completamente demodé no que diz respeito aos direitos da mulher. Abram espaço sim para a Bimby, que permite à referida senhora (a mulher) fazer numa hora as refeições para toda a família por uma semana!
Eu não esqueço as minhas raízes. Aqui, onde vivo e fui criado, estou no ponto mais afastado possível do Vaticano e do epicentro de tão idiota artigo. Eu e os meus vizinhos queremos deixar aqui bem expresso que na nossa zona não concordamos nada com a visão da mulher como fada do lar ou dona de casa. A nossa mensagem para todas as leitoras é a seguinte: Saiam a noite, sejam umas libertinas! Têm roupa suja? Façam como nós. Esperem pelos saldos e aproveitem para fazer uma revolução no vosso vestuário!
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